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Momento de Refletir em Versos

Quarta-feira, Junho 29, 2005

Nós precisamos.
Nós precisamos parar.
Nós precisamos parar e sentar.
Nós precisamos parar, sentar, e pensar.
Nós precisamos parar, sentar, e pensar sobre nós.
Nós precisamos parar, sentar, e pensar sobre nós como um todo.
Nós precisamos parar, sentar, e pensar sobre nós como um único.
Nós precisamos parar, sentar, e pensar sobre nós como nós.
Nós precisamos parar, sentar, e pensar sobre nós.
Nós precisamos parar, sentar, e pensar.
Nós precisamos parar e sentar.
Nós precisamos parar.
Nós precisamos.

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CyberLifes

Segunda-feira, Junho 27, 2005

Incrível.
Na verdade, talvez eu não seja a melhor pessoa para falar sobre isso, mas mesmo assim, incrível.
Como é incrível uma relação chegar a pontos tão altos, entre pessoas que nunca se viram...
Incrível o grau de afeição, desentendimentos, e etc, que chegou as relações entre certas pessoas.
Em 4 anos, incrível quanta coisa aconteceu, quantas coisas foram ditas, foram omitidas, em tão pouco tempo, entre pessoas tão distantes fisicamente.
Parece que é uma relação de pessoas que se conheceram no colegial, e ainda se conhecem ou se recordam dos mesmos, vários anos depois.
Incrível como amizades fortíssimas foram feitas, inimizades também. Tanta coisa aconteceu em tão pouco tempo.
Olhando dessa forma, pra trás, 4 anos atrás, talvez nao pareça tanto tempo. Mas relembrando tudo o que aconteceu, parece uma eternidade.
Houveram pessoas nessa história que viveram muito mais do que outras pessoas da mesma idade na mesma quantidade de tempo. Um caso, específico, na verdade. E grande parte dessa evolução da maturidade da pessoa foi causada por essas relações com essas pessoas nunca vistas. Claro, sempre alguns casos à parte: pessoas que se conheceram pessoalmente. Mas isso não muda a forma como foi iniciada essa relação, nem como acabou.
Muitas relações foram exterminadas ao longo do tempo. Muitas coisas foram destruídas por palavras mal intencionadas. Muitos sentimentos foram abalados por palavras mal expressas. Muitas pessoas saíram magoadas por certas outras. Incrível como os sentimentos de uma pessoa podem se abalar dessa forma por relações tão distantes, e tão presentes, ao mesmo tempo. So close... Incrível toda a história.
Muitos desentedimentos, muitos "distanciamentos", muitas brigas, discussões.... Tudo entre pessoas que nunca se viram (excessões à parte). Lágrimas derramadas, por ações de pessoas mal intencionadas, ou mesmo as bem intencionadas, mas que mesmo assim, em algumas palavras, desencadeou várias outras coisas, desencadeando vários outros acontecimentos, desencadeando vários outros sentimentos.
Fantástico a que ponto chega uma relação "às cegas".
O relacionamento mais forte e intenso entre duas pessoas que eu já vi, é justamente entre duas pessoas que nunca se encontraram pessoalmente. Uma amizade tão pura, que muitas vezes causa inveja ao "menos sortudos". Uma amizade que me admira... mais do que muitas outras coisas que também admiro. Incrível como sentimentos são transferidos através de simples palavras. Absolutamente apenas e simples palavras. Palavras... Palavras que constituem frases sólidas, que refletem todo um sentimento da pessoa, o que transfere muitos outros sentimentos a outra pessoa, de uma forma tão mística, tão fascinante, tão irreal...
Tão incrível como tantos relacionamentos passam na vida, e as vezes a gente nem percebe, ou acabamos nos tornando escravas à eles.
Incrível como certas pessoas acertam na hora de expressar em palavras toda uma vida de relacionamentos. Tão incrível como certas pessoas são abençoadas com o privilégio de ter um Anjo que chegue pra voce, e diga tudo, em apenas uma frase: "Pessoas vem, pessoas vão... A diferença é o tempo que permanecem nas nossas vidas, mas o relevante é o que elas fazem quando estão nas nossas vidas e as marcas que deixam na sua passagem..."

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Mórbido Silêncio

Sexta-feira, Junho 24, 2005

O silêncio... O silêncio que precede a discussão, que abandona a briga, e que finaliza a guerra. O silêncio maldito que impulsiona o desentendimento, o mal-entendido. O silêncio da desgraça, o silêncio problemático. O silêncio que omite o principal, o essencial, o necessário, o básico, o irrelevante, o fútil... O silêncio que omite tudo. O silêncio que constrói uma muralha entre tudo e todos. O silêncio que só faz distanciar. O silêncio que oculta tudo de todos, todos de todos, um por um. O silêncio que destrói lenta e dolorosamente. O silêncio que destrói rapida e imperceptivelmente. O silêncio hipócrita da negação. O silêncio que é a suposta solução da insolúvel equação da discórdia. O bendito silêncio da bifurcação. A bifurcação no caminho da "vida" do casal apaixonado. O amaldiçoado silêncio da raiva. O silêncio da cólera. O mórbido silêncio.

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DBGT

Terça-feira, Junho 21, 2005

Hoje, na hora do almoço, eu parei pra ficar assistindo Dragon Ball Z, que estava passando na Globo. Eu passei muito tempo dos meus 10 e 11 anos nesse desenho. Forte vicio, rs. Até hoje, quando está passando, e eu não estou ocupado, eu paro pra assistir. Relembro de muuuitas coisas daquela época. Da época que Dragon Ball era só na Band, todos os dias, às 15:00. Eu estava na quarta serie (e antes), e estudava de manhã. Aí, minha mãe trabalhava em salão, e ficava fora o dia todo. O resto da família também. Isso foi antes da rebelião de filhos da minha irmã. Aí eu ficava o dia todo sozinho, até por volta das 19:00, quando minha mãe chegava. Então, a tarde, eu chegava da escola, almoçava, e ficava brincando o dia todo. Mas às três da tarde, vinha pra casa, pra 30 min. de Dragon Ball. Grande parte das vezes, eu chamava um monte de amigos pra vir em casa assistir também. Muito legal..hehehe. Aí a casa ficava com uns 5, no máximo, pra assistir Dragon Ball Z na Band. Era muito ninja essa época. A tarde inteira só pra brincar (porque, pra manter a tradição da infância, fazer lição era só a noite, quando fazia...).
Aí foi por volta dessa época que eu ficava passando grande parte do meu tempo desenhando. Então, hoje, enorme maioria dos meus desenhos são do Dragon Ball. Eu tenho duas pastas catálogo e dois cadernos lotados de DB. Não só disso, mas grande parte. Tem alguns meus, tem alguns desenhos de lugares, tem alguns personagens de outros desenhos. O problema de se desenhar personagens de DB é que enorme parte deles é composta de homens. Então, eu perdi o jeito de desenhar mulheres. Hoje em dia eu não desenho mais nada, mas naquela época, quando me pediam pra desenhar uma mulher, saia meio estranho (a não ser nas vezes que me pediam pra desenhar o corpo nu de uma mulher, mas essa é outra história).
[...]
É muito triste isso. Eu gosto de desenhar. Mas eu não tenho mais tanto tempo. Na verdade, se eu realmente fizesse questão, eu arranjaria tempo, com certeza.. mas não sei. Parece que perdeu a graça. Hoje em dia eu só faço meu desenho clássico do carinha de lado, com olho de Mickey, nariz gordo, e bochechas enormes. Todos que eu converso bastante já tiveram um desenho desse meu no caderno.
Na verdade... ontem a noite quando eu fui deitar, as 22:00, eu parei um momento pra olhar a televisão. Minha irmã estava assistindo (dormindo) a novela da Globo. Estava em uma cena com aquela atriz jovem, de olhos claros. Deixa eu procurar o nome dela... [...] Ah! Mariana Ximenes! Então... Eu estava olhando uma cena com ela (como ela ficou linda morena, não?..). E fiquei observando os traços do rosto dela, o contorno dos olhos, os olhos, o cabelo... imaginando-me desenhando-a. E eu acho que fiquei com vontade de desenhar novamente. Mas não sei se sairia algo decente. Talvez daqui uns tempos de [re]treino...
Esse desenho abaixo a Amanda me fez a caridade de scannear pra mim. É da pasta catálogo mais cheia e antiga, com os vários Dragon Ball. Esse personagem aí aparece no DB Z, e reaparece no GT (a disturpada temporada a seguir). O lápis estava muito fraco, aí o scanner não conseguiu pegar todos os traços, e eu não consegui melhorar, então vai isso aí mesmo. Salvo que o desenho original está muito bom.


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Darmaggedon

Domingo, Junho 19, 2005

Deus abençoe o Photoshop!
Essa imagem do Anjo logo embaixo não era nem um pouco assim. Na verdade, a original eu acho que todos da minha lista já devem ter visto. Porque enorme parte da minha lista (messenger) eu conheci na sala de bruxaria da uol, e a imagem original dessa aí ja rodou bastante pela net.
A original é azulada, extremamente sem vida. Contraste, brilho.. mortos e enterrados. Aí eu não aguentei e resolvi mexer nela. Rolou até aquele efeito de luz (lens flare) logo em cima. Acho que fiz isso no meio do ano passado, ou antes, mais ou menos na época que um amigo meu me influenciava nas imagens de anjos e espectros. Hoje já não vejo mais ele, mas isso já é outra história.
Acho que a imagem representa bastante coisas. O anjo está na sua área, cuidando dos seus problemas, na sua. Mórbido silêncio no cemitério, na madrugada do descanso do anjo. Até que vira a hora, entra as 6 da manhã, acompanhada do Sol. O Sol que eu não gosto, não suporto, especialmente ao meio-dia. O Sol que surge atrapalhando toda a "vida" do anjo. O Sol que destrói impetuosamente, arrastando tudo o que existe de bom para o anjo, incluindo ele mesmo. Ao mesmo momento que o Sol chega, o anjo é destruído. Se esfacela em meio a luz que todos amam, todos desejam... a luz que a ignorância de todos camufla, transformando em algo bom, mas que apenas alguns conseguem enxergar através, e ver a maldição que é contida na tal luz; toda a destruição de outros que se revoltam contra ela é causada justamente por ela. Essa tal luz fascina a todos inicialmente, mas os poucos que percebem suas verdadeiras intenções e causas, se revoltam contra ela, renegam-na ,tentam fugir dela... tudo em vão. Onde quer que vá, a luz te persegue, te fareja, te busca, te acha e te destrói. Você pode ficar no seu próprio habitat, no seu único refúgio, no seu lugar, criado por você mesmo, mas nada impede a luz.. nada impede o Sol. Lá, no seu lar, no lugar que você ama e se sente feliz, lá está a luz te derretendo, te consumindo, absorvendo todo o seu poder para ela. E não há nada que você possa fazer, porque você é nada em comparação à ela. Nada você pode fazer contra ela. Não há como evitar sua destruição. Porque voce é apenas um. A luz também é uma, mas em poder multiplicado infinitamente.
Mas há uma maneira de destruir a luz: juntando todos contra ela. A união faz a força, não é? O problema é que, na verdade, você está sozinho nessa. Apenas você percebe o poder de destruição do Grande Sol, e todas as vezes que você ir contra ele, você será tido como anarquista, até ser destruído, afinal, traído por todos os outros, que foram iludidos através de riquezas pelo Grande Sol.
Toda a destruição causada pelo Grande Sol é uma espécie de destruição geral, um armagedom lento, que destrói um por um, pouco a pouco, até não restar mais nada. O Anjo é um anjo negro, um anjo "caído". Na verdade, apenas mais um anarquista, não é? Um Dark Angel... num Armaggedon.. um Darmaggedon.

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