Passos decisos.
Ele sabe onde está indo. Carrega toda sua vida nas costas, mesmo que sejam apenas seus trapos, mas carrega. Não perguntem a ele onde vai, porque não responderá. E não fiquem em seu caminho. Maqêdo não faz curvas.
Passos rígidos.
Sem uma tontura sequer. Sem cambalear para os lados. Ele não tem mais dúvidas, hesitações, nada. Pode o mundo cair em reprimenda a ele, que não o afetará em nada. Ele
sabe onde ir.
Passos de lucidez.
Pensa consigo, poucos podem gozar de tamanha lucidez. Os outros estão tão enclausurados em seus mundos ilusórios, que acabam tomando a lucidez pura e sincera de Maqêdo como a própria insanidade. Mas ele não se importa. Sabe que a perspectiva que tem com seus dois olhos o levará muito mais além que o resto do mundo com seu único olho e sua visão sem noção de distância.
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É tudo sobre a beleza do céu monocromático.
Sobre os pensamentos coloridos escondidos debaixo de nuvens cinzas.
É uma felicidade pessoal, interior. A felicidade da garoa caindo, do vento gelado...
Gotas de memórias. Memórias de amores, de abraços intensos.
O inverno é o pano de fundo.
Se não tivéssemos o frio, nossos beijos não seriam tão quentes.
É a beleza do céu monocromático.
As cores neutras que expressam mais que qualquer vermelho.
É o frio na espinha, arrepiando o corpo todo.
Arrepio de paixão.
Paixão azul, paixão cinza.
Paixão de gotas de chuva.
Marcadores: Prosa Livre
É tudo sobre aquela sensação gostosinha.
Aquele momentinho só meu, todo encolhido, abraçando as próprias pernas.
Um sorriso de canto de boca, mais sincero que qualquer palavra jamais poderia ser.
Aquela sensação gostosinha de infância, de colorido.
Sou o Super-Homem! Olha minha capa grandona!
Um ataque de ingenuidade, de bondade, de transparência.
Um ataque de paz.
Sou o maior de todos! Vou proteger o mundo! Vou voaar!
Voaaaar!
Marcadores: Prosa Livre
(texto-conceito e logotipo)
Ver. Sentir. Transformar.
É viabilizar o sonho de outros.
Moldar o bruto, animar o estático.
Contemporanizar.
Compreender os tons escondidos num projeto em branco.
É o poder de evocar cores.
Evocar a arte.
eVOK design
Marcadores: Visual
Sim.
Hoje quem está escrevendo sou eu. O autor. O artista do espaço sideral. Renan Antunes. Ou Cesar também, para os mais teimosos.
Não tenho planos para esse post, não sabia como começaria, nem imagino como terminarei. Só decidi escrever. Espremer e deixar os pensamentos escorrer.
Às vezes precisamos nos dar a liberdade de vomitar as coisas.
Eu preciso me dar a liberdade de vomitar as coisas.
Vomitar meus planos de viver em 6 meses o que não vivi nos últimos 3 anos, quando pedi para trancar minha matrícula da vida.
Preciso pedir desculpas às pessoas que entram em minha vida, que deixo entrarem... Que deixo acreditar entrar. Desculpem-me. Vocês, que iludo todos os dias, dando falsas esperanças, falsos planos, falsos desejos, falsos amores.
Me desculpo pelos olhares que troco com as pessoas erradas, pessoas tomadas. Peço desculpas ao meu amigo. Desculpe, não tenho caráter.
Não, não estou bêbado, não estou em crise. O que estou é ouvindo
Libertines. E com um estranhíssimo desejo de me aliviar. Sabe, aquele sentimento que nos surge vez ou outra durante a vida, de necessitar purificar?
Não, não uso escudos hoje. Não hoje.
Ataque-me pedras, tiros de canhão. Só por hoje.
Hoje é um dia neutro. Estendi a bandeira cinza na janela. Não branca, cinza. É dia neutro, não de paz. Paz é ilusão, e seu antônimo está nos olhos de quem o quer ver.
E não pense que tirei o dia para vomitar em meus próprios pés, não. Estou vomitando nos outros também, tudo aquilo que pensamos durante a noite, ao acordar, ao esperar o ônibus.
É época de recomeçar, de mudar os móveis do lugar, e pra isso é preciso limpar, passar o pano sob tudo, sobre tudo. Nada está livre disso.
Época de rever, de matar saudades, gastar abraços. Relembrar os tempos em que a vida era mais sobre colocar os pés sobre a mesa. Reviver a amizade tão forte mantida por tanto tempo, entre ódio e amor, lado a lado, tanto tempo. Que depois de tanto tempo, de tanto, chegou a nada. A memórias.
Vou tomar um banho. Limpar de mim a sujeira dos outros, de relações mal-construídas, baseadas em jogos e estratégias. Não preciso disso. Nunca precisei.
Preciso também limpar minhas psicoses, efeito colateral de minha estranha imaginação. Vou pegar o bloquinho amarelo e escrever de canetão vermelho "algumas coisas não são uma conspiração da Rede Globo".
Vou pensar direito e decidir
o que eu sinto.
E vou jogar, e fazer estratégias, para o bem de outros, para a felicidade de outros.
E como em muitos posts, vou ir embora sem revisar. Confio na compreensão e inteligência de vocês, para assimilar através de contextos. Também não quero saber de acentos. Quem ficou de fora, lamento. Na próxima, prometo que te trago de volta.
Junto de meu escudo, meus pseudônimos e minhas histórias, que nunca foram minhas.
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