É o que bamba
segunda-feira, abril 23, 2012 § 0
Estão decidindo o que fazem comigo.
Empurra pra frente,
empurra pra trás.
É o que bamba.
Empurra pra frente,
empurra pra trás.
É o que bamba.
Escrevo no escuro
domingo, abril 22, 2012 § 0
Escrevo no escuro,
esperando a luz.
Separo o gerúndio.
Não posso rimar,
Não posso chorar.
esperando a luz.
Separo o gerúndio.
Não posso rimar,
Não posso chorar.
Diga que não estou
quinta-feira, abril 19, 2012 § 0
Poderia viver apenas para estar
E se
Estaria vivo?
E se
Estaria vivo?
Francisca a meu lado
quarta-feira, abril 18, 2012 § 0
Me dizem que não sou suficiente
E não sou, se não sei o rap
A responsabilidade que existe
Existe
E se fecha
Clausura
Meu tempo
Um tempo só meu (onde se foi?)
Quero ser
Quero viver
Não se fecha
Me diz
Onde se foi?
O fruto do ambiente em que se vive
Quero viver
Ninguém nos entende
Ninguém nos vê
O obséquio, aquele que não vou, não voltou
Onde está meu ambiente, para que nasça meu fruto?
São árvores secas
São bruxas
Pode voltar, por aquele, o obséquio?
Meu fruto se foi, caiu de maduro, e não estive lá para pegá-lo
Um sol pode vir a cair bem
Somos a planta
Somos as árvores
Somos as bruxas
E os príncipes
Em português, para que se entenda
Que se encontre
Que se encoste
E que não me deixe
Não me esqueça
Não, me ame
Os olhos
Não me esquecem
Não os esqueço
Nosso fruto
Fogem das vozes
Não se enjoa?
Só se repete, e me enjoa
Não se vão, por que?
Um sol pode vir a cair bem, só me repito,
Só me repetem, repitam comigo
Um sol pode vir a cair bem
Poderia ter-me ido
Vão me encontrar
Meu esconderijo
A espinha do movimento
Querem que os salve
Mas ninguém vem me salvar
Só me repito
E não salvo ninguém
Me avisam do que não sei
Nem quero saber
E tenho raiva de quem sabe
Vou virar a natureza
O cheiro da tinta é o quadro vivo
Sou a criança, que ficou
Não voltou
Essa é a resposta
Qual é a próxima pergunta?
E não sou, se não sei o rap
A responsabilidade que existe
Existe
E se fecha
Clausura
Meu tempo
Um tempo só meu (onde se foi?)
Quero ser
Quero viver
Não se fecha
Me diz
Onde se foi?
O fruto do ambiente em que se vive
Quero viver
Ninguém nos entende
Ninguém nos vê
O obséquio, aquele que não vou, não voltou
Onde está meu ambiente, para que nasça meu fruto?
São árvores secas
São bruxas
Pode voltar, por aquele, o obséquio?
Meu fruto se foi, caiu de maduro, e não estive lá para pegá-lo
Um sol pode vir a cair bem
Somos a planta
Somos as árvores
Somos as bruxas
E os príncipes
Em português, para que se entenda
Que se encontre
Que se encoste
E que não me deixe
Não me esqueça
Não, me ame
Os olhos
Não me esquecem
Não os esqueço
Nosso fruto
Fogem das vozes
Não se enjoa?
Só se repete, e me enjoa
Não se vão, por que?
Um sol pode vir a cair bem, só me repito,
Só me repetem, repitam comigo
Um sol pode vir a cair bem
Poderia ter-me ido
Vão me encontrar
Meu esconderijo
A espinha do movimento
Querem que os salve
Mas ninguém vem me salvar
Só me repito
E não salvo ninguém
Me avisam do que não sei
Nem quero saber
E tenho raiva de quem sabe
Vou virar a natureza
O cheiro da tinta é o quadro vivo
Sou a criança, que ficou
Não voltou
Essa é a resposta
Qual é a próxima pergunta?
Calendário
segunda-feira, abril 02, 2012 § 0
Quis eu que fosse o segundo de abril, pobre de mim, que já era mais de dois mil.
Eu disse
E vai chegar, e vai subir.
Eu disse.
Ela disse.
E quem não ouviu? Ela, que não disse.
E se não disse, e nem ouviu, tampouco subiu, e nem vai, e nem vou, porque já sou, sem nem ao menos dizer.
E nem vai entender, pulando sem nem ver, mas se quem não vê sou eu, então já não posso mais escrever.
Pulou, e se foi. Eu disse.
Ela disse.
E quem não ouviu?
Eu, que deixei de dizer.
Eu disse.
Ela disse.
E quem não ouviu? Ela, que não disse.
E se não disse, e nem ouviu, tampouco subiu, e nem vai, e nem vou, porque já sou, sem nem ao menos dizer.
E nem vai entender, pulando sem nem ver, mas se quem não vê sou eu, então já não posso mais escrever.
Pulou, e se foi. Eu disse.
Ela disse.
E quem não ouviu?
Eu, que deixei de dizer.
Citundância
domingo, outubro 23, 2011 § 0
Ela me dizia que o ponto alto eram os modernos e os gays, e eu me dizia que era uma tremenda redundância. Afinal, ser gay já não é a coisa mais moderna que existe?
Novos Tempos
terça-feira, setembro 20, 2011 § 0
Vontade de proclamar novos tempos, mesmo quando sei ainda serem os mesmos.
Das Idades
domingo, agosto 28, 2011 § 0
Triste é morrer de velhice e não ter alcançado a maturidade.
Das Maturidades
Quando adolescente, para ser aceito em grupos, você aprende a fumar cigarro.
Para ser aceito em grupos quando adulto, você aprende a cheirar.
Para ser aceito em grupos quando adulto, você aprende a cheirar.
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