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A Comédia das Entrevistas
quinta-feira, agosto 24, 2006 § 0
Uma coisa que deve ser sempre admirada é a entrevista de emprego. A fauna natural, aquela natureza e o convívio dos animais é cliché perto da entrevista de emprego.
Tudo começa com um comentário ao ar de alguém com déficit de atenção, talvez sobre o tempo, ou então criticando alguma coisa.
O terreno é totalmente desconhecido: não se sabe que lugar é aquele, como deve ser lá dentro, nem quem raios são aquelas outras pessoas, então alguns se sentem na necessidade de conhecê-las, e mesmo com tantos assuntos para escolher, tanta coisa acontecendo no mundo, o infeliz insiste em começar a conversa falando de trabalho, como se a própria situação não fosse o suficiente para sanar esse assunto. E pior, como se falar de emprego não fosse suficiente, começa então a falar sobre justamente a falta de emprego.
"Não! Todas as pessoas aqui estão empregadas, com salário fixo no fim do mês, ganhando bem, e sustentando a família; estão aqui só de mentirinha", de repente me vem na cabeça.
E o mais engraçado é quando alguns começam a compartilhar de histórias de entrevistas, pegadinhas em entrevistas, e blablabla; engraçado porque eles falam de tudo, o que aconteceu, como aconteceu, mas nunca dizem como se livraram da situação. É assim: "eu compartilho com você a parte engraçada; as táticas ficam pra mim. ;)"
Assim vai passando o tempo, as pessoas todas lá esperando sua vez, como se estivessem na sala de espera do próprio dentista, e então sai aquele recém-entrevistado. As pessoas se seguram em suas cadeiras pra não agarrá-lo gritando "como foi!? como foi!?", e resistem honrosamente, até que lhe vem na cabeça que não te importa como foi, porque você se sairá melhor, então, naquela overdose de hipocrisia, você vai e solta "ah, tchau! E... Boa sorte...".
É claro que ela não está desejando boa sorte. Tudo o que ela não quer é que a outra tenha sorte. Ela está se remoendo por dentro em pensamentos do tipo "deve ter espirrado na cara do entrevistador...", ou os mais inseguros, "vai ser atropelado, pobrezinho". E o recém-entrevistado, ouvindo a outra desejando boa sorte, tem plena consciência de que ela deseja exatamente o oposto, mas decide responder à altura, e então solta um "Muito obrigado!", e não contente, querendo superar a idiotisse da primeira pessoa, completa com "Boa sorte pra você também!".
5 segundos depois, os dois viram as costas um pro outro, e o rosto sorridente vira aquela cara de velha-mal-comida, estampado na testa "Eu estava mentido! Ha Ha Ha!".
Lógico que ao final do dia, ninguém mais lembrará de qualquer um deles, com excessão daquela dupla que sempre tem em todas as entrevistas, do rapaz solteiro flertando com a peituda indisponível, mas até ai, existe até no supermercado.
Um dia eu também escrevo sobre a comédia do supermercado, mas nunca você vai achar alguém no supermercado tão hipócrita quanto a galera da entrevista (obviamente, com excessão daquela velha sem vergonha que puxa papo com você na fila do caixa, e sutilmente vai enfiando o carrinho na sua frente, mesmo que seja o caixa rápido, e você só tenha um pacote de bolachas e uma caixa de leite na cesta, mas isso já é outra história).
Tudo começa com um comentário ao ar de alguém com déficit de atenção, talvez sobre o tempo, ou então criticando alguma coisa.
O terreno é totalmente desconhecido: não se sabe que lugar é aquele, como deve ser lá dentro, nem quem raios são aquelas outras pessoas, então alguns se sentem na necessidade de conhecê-las, e mesmo com tantos assuntos para escolher, tanta coisa acontecendo no mundo, o infeliz insiste em começar a conversa falando de trabalho, como se a própria situação não fosse o suficiente para sanar esse assunto. E pior, como se falar de emprego não fosse suficiente, começa então a falar sobre justamente a falta de emprego.
"Não! Todas as pessoas aqui estão empregadas, com salário fixo no fim do mês, ganhando bem, e sustentando a família; estão aqui só de mentirinha", de repente me vem na cabeça.
E o mais engraçado é quando alguns começam a compartilhar de histórias de entrevistas, pegadinhas em entrevistas, e blablabla; engraçado porque eles falam de tudo, o que aconteceu, como aconteceu, mas nunca dizem como se livraram da situação. É assim: "eu compartilho com você a parte engraçada; as táticas ficam pra mim. ;)"
Assim vai passando o tempo, as pessoas todas lá esperando sua vez, como se estivessem na sala de espera do próprio dentista, e então sai aquele recém-entrevistado. As pessoas se seguram em suas cadeiras pra não agarrá-lo gritando "como foi!? como foi!?", e resistem honrosamente, até que lhe vem na cabeça que não te importa como foi, porque você se sairá melhor, então, naquela overdose de hipocrisia, você vai e solta "ah, tchau! E... Boa sorte...".
É claro que ela não está desejando boa sorte. Tudo o que ela não quer é que a outra tenha sorte. Ela está se remoendo por dentro em pensamentos do tipo "deve ter espirrado na cara do entrevistador...", ou os mais inseguros, "vai ser atropelado, pobrezinho". E o recém-entrevistado, ouvindo a outra desejando boa sorte, tem plena consciência de que ela deseja exatamente o oposto, mas decide responder à altura, e então solta um "Muito obrigado!", e não contente, querendo superar a idiotisse da primeira pessoa, completa com "Boa sorte pra você também!".
5 segundos depois, os dois viram as costas um pro outro, e o rosto sorridente vira aquela cara de velha-mal-comida, estampado na testa "Eu estava mentido! Ha Ha Ha!".
Lógico que ao final do dia, ninguém mais lembrará de qualquer um deles, com excessão daquela dupla que sempre tem em todas as entrevistas, do rapaz solteiro flertando com a peituda indisponível, mas até ai, existe até no supermercado.
Um dia eu também escrevo sobre a comédia do supermercado, mas nunca você vai achar alguém no supermercado tão hipócrita quanto a galera da entrevista (obviamente, com excessão daquela velha sem vergonha que puxa papo com você na fila do caixa, e sutilmente vai enfiando o carrinho na sua frente, mesmo que seja o caixa rápido, e você só tenha um pacote de bolachas e uma caixa de leite na cesta, mas isso já é outra história).
Talvez
terça-feira, julho 25, 2006 § 0
- Talvez...
- Talvez o quê?
- Talvez você não saiba do que diz.
- Será assim daqui pra frente, então?
- Assim como?
- "Você assim, você assado..."
- Isso depende.
- Do quê?
- Do que você quer ser. Eu posso parar agora mesmo de falar, mas isso não depende de mim. Eu não falo porque quero falar, eu falo porque você me dá motivo para falar.
- Aonde você quer chegar?
- A lugar nenhum. Como eu disse, não depende de mim. Podemos ir a qualquer lugar; isso só depende de você.
O mundo é perfeito demais ao estar contigo. Pode me levar ao Inferno, que ele se tornará um lugar confortável, se eu estiver lá com você.
- Está dizendo que eu deva ir ao Inferno?
- Estou dizendo que você deve me levar aonde quiser; eu sou seu. Eu sou seu, como jamais fui a qualquer outro alguém.
- Não acha que lhe falta um pouco de orgulho?
- Não acha que lhe falta um pouco de paixão?
- Eu não preciso de paixão.
- Claro, exatamente como eu também não preciso do oxigênio em meus pulmões.
- Claro que precisa. Sem ele, você morrerá.
- Exatamente.
- Aonde você quer chegar com tudo isso?
- Eu quero chegar a você.
- Voce já está aqui, eu também.
- Talvez...
- Talvez o quê?
- Talvez sua forma de ver a distância seja diferente da minha.
- Duvido. Eu meço em metros, como todo mundo.
- O mundo é teórico demais para você. Você mede em metros, mas não se pode medir a paixão em metros.
- Mas eu já disse que não preciso de paixão.
- E quem disse que eu estou falando de você?
- Ah, é assim então?
- Assim como?
- "Você assim, você assado.."
- Sensação de dejà vú.
- Talvez você devesse começar a guardar suas palavras para você mesmo.
- Talvez você devesse começar a ouvir mais o que as pessoas têm a te dizer.
- E o que você tem a me dizer?
- Nada.
- Como "nada"?
- Oras. Não é uma questão de o que eu deva falar pra você, mas uma questão de o que você se dispõe a ouvir de mim.
- Por que você insiste em fazer tantos jogos de palavras? Não se cansa desse jogo doentio?
- Você considera as palavras algo doentio? Ah, agora eu entendi o motivo da sua ótima saúde.
- Suas tentativas de me ofender não vão ter efeito algum.
- Já tiveram.
- Como?
- Você acabou de mencionar as ofensas; sinal de que você percebeu, ou seja, teve efeito.
- Me deixe em paz.
- Talvez...
- Talvez o que?
- Talvez você não saiba o que é paz.
- Talvez você não saiba quem é você próprio.
- E quem é você para discutir quem sou e quem não sou?
- Eu sou a pessoa que você ama.
- Eu não te amo. Nunca te amei.
- Você me ama, sim. Você sente paixão, você sente amor, você sente ódio, você sente dor, você sente prazer. Você sente prazer em me odiar, e sente ódio em me amar.
Eu sou tudo o que você quis, tudo o que você não quis. Eu sou tudo.
- Inclusive arrogante.
- E quem é você pra me dizer o que sou e o que não sou?
- Eu sou a pessoa que você odeia. Você ama me odiar, você sente prazer em me machucar. Talvez seja esse o nosso grande problema.
- O que?
- Eu te amo e te odeio, e preciso do seu desprezo, para te amar mais e mais. E você precisa do meu amor, para me desprezar mais e mais. Você se apaixonou por mim. Se apaixonou em me desprezar, e eu me apaixonei em ser desprezado.
- Talvez...
- Talvez o que?
- Talvez você esteja errado.
- Talvez você não esteja apaixonada pelo desprezo?
- Talvez eu não esteja apaixonada por nada.
- Talvez devêssemos parar por aqui.
- Por quê? Chegou à conclusão de que você nada significa para mim?
- Cheguei a conclusão de que eu significo tudo para você, mas não sou eu quem deve anunciar isso a ti. Você irá perceber, mas sozinha, e na hora certa. E na hora em que você perceber que eu significo tudo para você, você já não significará nada mais para mim. E mesmo assim, continuaremos no mesmo lugar em que estávamos desde o começo, provando que, independentemente de nossas escolhas, eu sou tudo para você, e você é tudo para mim.
- Talvez...
- Talvez o que?
- Talvez, simplesmente, como sempre, talvez.
- Talvez o quê?
- Talvez você não saiba do que diz.
- Será assim daqui pra frente, então?
- Assim como?
- "Você assim, você assado..."
- Isso depende.
- Do quê?
- Do que você quer ser. Eu posso parar agora mesmo de falar, mas isso não depende de mim. Eu não falo porque quero falar, eu falo porque você me dá motivo para falar.
- Aonde você quer chegar?
- A lugar nenhum. Como eu disse, não depende de mim. Podemos ir a qualquer lugar; isso só depende de você.
O mundo é perfeito demais ao estar contigo. Pode me levar ao Inferno, que ele se tornará um lugar confortável, se eu estiver lá com você.
- Está dizendo que eu deva ir ao Inferno?
- Estou dizendo que você deve me levar aonde quiser; eu sou seu. Eu sou seu, como jamais fui a qualquer outro alguém.
- Não acha que lhe falta um pouco de orgulho?
- Não acha que lhe falta um pouco de paixão?
- Eu não preciso de paixão.
- Claro, exatamente como eu também não preciso do oxigênio em meus pulmões.
- Claro que precisa. Sem ele, você morrerá.
- Exatamente.
- Aonde você quer chegar com tudo isso?
- Eu quero chegar a você.
- Voce já está aqui, eu também.
- Talvez...
- Talvez o quê?
- Talvez sua forma de ver a distância seja diferente da minha.
- Duvido. Eu meço em metros, como todo mundo.
- O mundo é teórico demais para você. Você mede em metros, mas não se pode medir a paixão em metros.
- Mas eu já disse que não preciso de paixão.
- E quem disse que eu estou falando de você?
- Ah, é assim então?
- Assim como?
- "Você assim, você assado.."
- Sensação de dejà vú.
- Talvez você devesse começar a guardar suas palavras para você mesmo.
- Talvez você devesse começar a ouvir mais o que as pessoas têm a te dizer.
- E o que você tem a me dizer?
- Nada.
- Como "nada"?
- Oras. Não é uma questão de o que eu deva falar pra você, mas uma questão de o que você se dispõe a ouvir de mim.
- Por que você insiste em fazer tantos jogos de palavras? Não se cansa desse jogo doentio?
- Você considera as palavras algo doentio? Ah, agora eu entendi o motivo da sua ótima saúde.
- Suas tentativas de me ofender não vão ter efeito algum.
- Já tiveram.
- Como?
- Você acabou de mencionar as ofensas; sinal de que você percebeu, ou seja, teve efeito.
- Me deixe em paz.
- Talvez...
- Talvez o que?
- Talvez você não saiba o que é paz.
- Talvez você não saiba quem é você próprio.
- E quem é você para discutir quem sou e quem não sou?
- Eu sou a pessoa que você ama.
- Eu não te amo. Nunca te amei.
- Você me ama, sim. Você sente paixão, você sente amor, você sente ódio, você sente dor, você sente prazer. Você sente prazer em me odiar, e sente ódio em me amar.
Eu sou tudo o que você quis, tudo o que você não quis. Eu sou tudo.
- Inclusive arrogante.
- E quem é você pra me dizer o que sou e o que não sou?
- Eu sou a pessoa que você odeia. Você ama me odiar, você sente prazer em me machucar. Talvez seja esse o nosso grande problema.
- O que?
- Eu te amo e te odeio, e preciso do seu desprezo, para te amar mais e mais. E você precisa do meu amor, para me desprezar mais e mais. Você se apaixonou por mim. Se apaixonou em me desprezar, e eu me apaixonei em ser desprezado.
- Talvez...
- Talvez o que?
- Talvez você esteja errado.
- Talvez você não esteja apaixonada pelo desprezo?
- Talvez eu não esteja apaixonada por nada.
- Talvez devêssemos parar por aqui.
- Por quê? Chegou à conclusão de que você nada significa para mim?
- Cheguei a conclusão de que eu significo tudo para você, mas não sou eu quem deve anunciar isso a ti. Você irá perceber, mas sozinha, e na hora certa. E na hora em que você perceber que eu significo tudo para você, você já não significará nada mais para mim. E mesmo assim, continuaremos no mesmo lugar em que estávamos desde o começo, provando que, independentemente de nossas escolhas, eu sou tudo para você, e você é tudo para mim.
- Talvez...
- Talvez o que?
- Talvez, simplesmente, como sempre, talvez.
Alternativo
domingo, julho 16, 2006 § 0
Existe um problema no quesito "Alternativo".
Ser "alternativo" é ser diferente, e todos querem ser diferentes, logo, alternativos. Mas quando todos resolvem se tornar alternativos, é justamente quando todos se tornam iguais.
É nessa hora em que quem realmente é alternativo, se torna igual, se tornando assim, de fato, alternativo.
Ser "alternativo" é ser diferente, e todos querem ser diferentes, logo, alternativos. Mas quando todos resolvem se tornar alternativos, é justamente quando todos se tornam iguais.
É nessa hora em que quem realmente é alternativo, se torna igual, se tornando assim, de fato, alternativo.
Momento
segunda-feira, julho 10, 2006 § 0
Você precisa ter opções, você precisa ter o mundo.
Você precisa ter a vida em suas mãos, você precisa sentir o frescor da vida, precisa se deliciar com os prazeres da vida.
Você precisa ter a música perfeita às mãos no momento certo; o mundo é feito de momentos certos; a vida é feita de momentos certos.
A vida é feita de momentos.
Você precisa ter a vida em suas mãos, você precisa sentir o frescor da vida, precisa se deliciar com os prazeres da vida.
Você precisa ter a música perfeita às mãos no momento certo; o mundo é feito de momentos certos; a vida é feita de momentos certos.
A vida é feita de momentos.
Portas, Cappuccinos e Dirigíveis
quinta-feira, junho 29, 2006 § 0
E no bar eu entrei, e sentei.
As luzes baixas acompanhavam a música lenta; sua voz me causava uma estranha sensação de calma, de uma forma que não se via desde os tempos das portas de Jim.
Ele cantava no palco, sem palco, calmo como eu, acompanhando aquela guitarra que seguia em algumas notas dedilhadas, que apenas se fazia presente, mas logo se cansou e tomou a posição de destaque, naquele solo egoísta que me lembrava zeppelins no céu.
A música havia terminado, mas... Hey, quem sou eu para me opor à vontade de meus ouvidos?
Dei play novamente, e curti mais uma vez.
As luzes baixas acompanhavam a música lenta; sua voz me causava uma estranha sensação de calma, de uma forma que não se via desde os tempos das portas de Jim.
Ele cantava no palco, sem palco, calmo como eu, acompanhando aquela guitarra que seguia em algumas notas dedilhadas, que apenas se fazia presente, mas logo se cansou e tomou a posição de destaque, naquele solo egoísta que me lembrava zeppelins no céu.
A música havia terminado, mas... Hey, quem sou eu para me opor à vontade de meus ouvidos?
Dei play novamente, e curti mais uma vez.
Amor-Perfeito
segunda-feira, junho 05, 2006 § 1
Deus criou a Humanidade. Passou anos sendo torturado pelas inúmeras reclamações de seus filhos, infelizes com sua aparência física.
Era obrigado a todos os dias ouvir reclamações tristes e sofridas de pessoas infelizes; e Ele compreendia. Ele compreendia que para aquelas pessoas, a Beleza era algo importante. Isso para Ele era indiscutível; se a pessoa se importava com a Beleza, a Beleza era sim importante. E isso afetava diretamente o humor da pessoa, que afetava diretamente seu empenho no trabalho, na família, nas relações, etc; se ela estava infeliz consigo mesma, automaticamente seu rendimento no trabalho decaía, fosse ele qual fosse; seu humor decaía junto, fazendo seus amigos se distanciarem, tornando-o solitário, e por conseqüência, mais infeliz ainda.
Deus então resolveu consertar isso. Deus escolheu uma pessoa.
Ele se empenhou durante anos analisando a vida de todos os humanos, analisando sua personalidade, como eles viviam, como eles pensavam, como gastavam seu tempo, se empenhavam no trabalho, etc etc. E assim, escolheu um. Escolheu a pessoa que aparentava menos se importar com aparência, e a ela concedeu a Beleza Perfeita.
Deus juntou todos os pequenos detalhes que agradavam a essa pessoa, pegou todos os gostos dela, e agregou tudo isso a ela mesma. Deus juntou tudo o que aquela pessoa considerava bonito em uma pessoa, e colocou nela.
A pessoa agora tinha a chamada Beleza Perfeita. Não era a beleza que agradaria a todos, não era a beleza que agradaria a Deus, não, não; era a Beleza que agradaria à própria pessoa. Era mais do que uma Beleza Perfeita, era a Beleza Absoluta. E era isso o que aquela pessoa tinha.
Deus acreditou que ela então seria a pessoa mais feliz, que isso melhoraria seu humor, que renderia melhor trabalho, que melhoraria suas relações, etc. Em seu próprio conceito, Deus estava errado.
A pessoa descobriu sua nova beleza, num simples momento de sua rotina, em que visitava um lago para se banhar.
Ele se despiu inteiramente para seu banho, e foi entrando no lago, ao que ele ficou petrificado ao encarar seu corpo refletido. Ele encarava ele mesmo, com os olhos fixos nos seus próprios, encantado com aquela beleza esplêndida.
Era uma beleza que ele nunca poderia descrever, era uma beleza que nem ao menos o deixaria falar. A Beleza o prendeu, e o sufucou dentro dele mesmo, num silêncio absoluto, onde nada mais importava, onde nada mais era necessário, porque tudo o que ele precisava, estava ali, na superfície do lago, olhando para ele, igualmente apaixonado.
Era tudo o que ele queria. Ele, frustrado eternamente no amor recíproco, estava, naquele momento, realizado. Ele tinha alguém que o olhava nos olhos, que admirava a fibra mais profunda de seu ser através de seus olhos, de forma apaixonada, de forma apaixonante; e nunca o largava. A pessoa no lago o segurava, o prendia através do olhar fixo, naquele olhar de paixão que o hipnotizava. Aquela beleza que o hipnotizava.
Ele sabia, naquele momento, que nada nunca mais o moveria dali; e ali ele permaneceu, hipnotizado pela pessoa perfeita, numa premissa do amor eterno e sem escrúpulos, por muito tempo, um tempo que ninguém jamais contou, que ele mesmo jamais definiu, porque o tempo não existia, não ali, não entre eles, não entre aquele amor perfeito. Tudo o que existia eram eles.
Então ele decidiu que a distância não era suficiente, que aquela superfície do lago separava algo especial demais, que tudo aquilo devia se unir, que eles deviam se unir. Então ele soube que só havia algo a ser feito; e ele o fez.
Mergulhou água adentro, abandonando tudo que lhe foi dado, tudo que foi construído por ele, todos os que o amavam; abandonou tudo, porque ninguém mais importava. Só uma pessoa importava, só uma pessoa o amava realmente, uma única pessoa o amava da mesma forma que ele a amava, e isso para ele era tudo. Ele conseguiu o que ninguém jamais conseguiu; ele conseguiu um amor num êxtase imensurável, um amor que vinha de ambas as pessoas, num equilíbrio perfeito, não demais, não pouco, simplesmente perfeto, simplesmente tudo.
E lá ele o encontrou, o amor. Na gota de água mais profunda daquele lago, ele encontrou o que sempre procurou, e foi feliz, cada vez mais feliz, a cada braçada contra a água, a cada metro mais profundo, ele estava mais feliz, e mais feliz, enquanto se encaminhava num sono de leve, que foi tomando-o devagarzinho, num sono cada vez mais profundo, mas não menos feliz; um sono cada vez mais feliz, que o tomou por completo, e o abduziu para a eternidade, onde ele viveu num clímax fixo ao lado da pessoa perfeita, na Beleza Perfeita, onde ele tinha tudo o que todos sempre quiseram, e isso para ele era o suficiente.
Era obrigado a todos os dias ouvir reclamações tristes e sofridas de pessoas infelizes; e Ele compreendia. Ele compreendia que para aquelas pessoas, a Beleza era algo importante. Isso para Ele era indiscutível; se a pessoa se importava com a Beleza, a Beleza era sim importante. E isso afetava diretamente o humor da pessoa, que afetava diretamente seu empenho no trabalho, na família, nas relações, etc; se ela estava infeliz consigo mesma, automaticamente seu rendimento no trabalho decaía, fosse ele qual fosse; seu humor decaía junto, fazendo seus amigos se distanciarem, tornando-o solitário, e por conseqüência, mais infeliz ainda.
Deus então resolveu consertar isso. Deus escolheu uma pessoa.
Ele se empenhou durante anos analisando a vida de todos os humanos, analisando sua personalidade, como eles viviam, como eles pensavam, como gastavam seu tempo, se empenhavam no trabalho, etc etc. E assim, escolheu um. Escolheu a pessoa que aparentava menos se importar com aparência, e a ela concedeu a Beleza Perfeita.
Deus juntou todos os pequenos detalhes que agradavam a essa pessoa, pegou todos os gostos dela, e agregou tudo isso a ela mesma. Deus juntou tudo o que aquela pessoa considerava bonito em uma pessoa, e colocou nela.
A pessoa agora tinha a chamada Beleza Perfeita. Não era a beleza que agradaria a todos, não era a beleza que agradaria a Deus, não, não; era a Beleza que agradaria à própria pessoa. Era mais do que uma Beleza Perfeita, era a Beleza Absoluta. E era isso o que aquela pessoa tinha.
Deus acreditou que ela então seria a pessoa mais feliz, que isso melhoraria seu humor, que renderia melhor trabalho, que melhoraria suas relações, etc. Em seu próprio conceito, Deus estava errado.
A pessoa descobriu sua nova beleza, num simples momento de sua rotina, em que visitava um lago para se banhar.
Ele se despiu inteiramente para seu banho, e foi entrando no lago, ao que ele ficou petrificado ao encarar seu corpo refletido. Ele encarava ele mesmo, com os olhos fixos nos seus próprios, encantado com aquela beleza esplêndida.
Era uma beleza que ele nunca poderia descrever, era uma beleza que nem ao menos o deixaria falar. A Beleza o prendeu, e o sufucou dentro dele mesmo, num silêncio absoluto, onde nada mais importava, onde nada mais era necessário, porque tudo o que ele precisava, estava ali, na superfície do lago, olhando para ele, igualmente apaixonado.
Era tudo o que ele queria. Ele, frustrado eternamente no amor recíproco, estava, naquele momento, realizado. Ele tinha alguém que o olhava nos olhos, que admirava a fibra mais profunda de seu ser através de seus olhos, de forma apaixonada, de forma apaixonante; e nunca o largava. A pessoa no lago o segurava, o prendia através do olhar fixo, naquele olhar de paixão que o hipnotizava. Aquela beleza que o hipnotizava.
Ele sabia, naquele momento, que nada nunca mais o moveria dali; e ali ele permaneceu, hipnotizado pela pessoa perfeita, numa premissa do amor eterno e sem escrúpulos, por muito tempo, um tempo que ninguém jamais contou, que ele mesmo jamais definiu, porque o tempo não existia, não ali, não entre eles, não entre aquele amor perfeito. Tudo o que existia eram eles.
Então ele decidiu que a distância não era suficiente, que aquela superfície do lago separava algo especial demais, que tudo aquilo devia se unir, que eles deviam se unir. Então ele soube que só havia algo a ser feito; e ele o fez.
Mergulhou água adentro, abandonando tudo que lhe foi dado, tudo que foi construído por ele, todos os que o amavam; abandonou tudo, porque ninguém mais importava. Só uma pessoa importava, só uma pessoa o amava realmente, uma única pessoa o amava da mesma forma que ele a amava, e isso para ele era tudo. Ele conseguiu o que ninguém jamais conseguiu; ele conseguiu um amor num êxtase imensurável, um amor que vinha de ambas as pessoas, num equilíbrio perfeito, não demais, não pouco, simplesmente perfeto, simplesmente tudo.
E lá ele o encontrou, o amor. Na gota de água mais profunda daquele lago, ele encontrou o que sempre procurou, e foi feliz, cada vez mais feliz, a cada braçada contra a água, a cada metro mais profundo, ele estava mais feliz, e mais feliz, enquanto se encaminhava num sono de leve, que foi tomando-o devagarzinho, num sono cada vez mais profundo, mas não menos feliz; um sono cada vez mais feliz, que o tomou por completo, e o abduziu para a eternidade, onde ele viveu num clímax fixo ao lado da pessoa perfeita, na Beleza Perfeita, onde ele tinha tudo o que todos sempre quiseram, e isso para ele era o suficiente.
Arte dos Parágrafos Clones
sábado, maio 27, 2006 § 0
Tudo isso aqui parte de um simples e único conceito, que eu carreguei comigo por toda minha vida: o de que nada é igual.
Nada é igual, do sentido literário e absoluto; nada é igual, independentemente do ponto de vista. A igualdade é um item de alguma matéria de exatas. Não há discussão, não há pontos de vista, não há argumentos; há apenas o fato, de que nada é igual, e essa igualdade é absoluta, sem meio-termos, sem "parecido", "semelhante", etc.
Simplesmente, nada é igual.
A partir disso, o que podemos dizer? Sendo que nada é igual, automaticamente, nada é comparável.
Em sentido absoluto. O "nada" aqui, são todas as coisas, seja num pacote completo de suas características, seja individualmente.
Uma obra artística não é comparada à outra, por mais semelhantes que sejam.
Ao pegar uma obra e compará-la diretamente à outra, você abre mão de todas as características diferenciais de ambas as obras, apenas para fazer jus à sua comparação, que, na prática, trata apenas de pequenos detalhes, quando você julga conveniente tratá-los.
Isso é basicamente um desrespeito a obra, por mais miserável que ela seja. Não se deve pegar uma obra e compará-la completa e diretamente a outra, porque, por mais semelhantes que sejam, na comparação, você estará ignorando pontos comparáveis, para dar lugar ao que lhe interessa, ou então estará comparando pontos absurdamente incomparáveis, apenas porque lhe faltou assunto. E tudo isso, apenas para fazer jus ao seu texto crítico/comparativo.
Nada é comparável.
E isso, ao meu ver, é compreesível a partir de quando você compreende que nada é igual. Se nada é igual, como podemos comparar algo?
E tudo aqui se aplica igualmente a pessoas, que são igualmente imcomparáveis. Na verdade, as pessoas são o motivo inicial desse texto; elas é que costumam ser mais comparadas (ironicamente, comparadas por elas mesmas), e é por isso que resolvi vir até aqui escrever isso; até pelo simples fato de que a humanidade é a raça mais diversificada existente, sendo impossível encontrar dois seres humanos absolutamente iguais, sejam achados, sejam criados.
O que novamente me traz à questão de que nada é igual.
Mas tudo isso você já deve ter entendido (e se não entendeu, sugiro que não leia Arte dos Versos Gêmeos).
Nada é igual, do sentido literário e absoluto; nada é igual, independentemente do ponto de vista. A igualdade é um item de alguma matéria de exatas. Não há discussão, não há pontos de vista, não há argumentos; há apenas o fato, de que nada é igual, e essa igualdade é absoluta, sem meio-termos, sem "parecido", "semelhante", etc.
Simplesmente, nada é igual.
A partir disso, o que podemos dizer? Sendo que nada é igual, automaticamente, nada é comparável.
Em sentido absoluto. O "nada" aqui, são todas as coisas, seja num pacote completo de suas características, seja individualmente.
Uma obra artística não é comparada à outra, por mais semelhantes que sejam.
Ao pegar uma obra e compará-la diretamente à outra, você abre mão de todas as características diferenciais de ambas as obras, apenas para fazer jus à sua comparação, que, na prática, trata apenas de pequenos detalhes, quando você julga conveniente tratá-los.
Isso é basicamente um desrespeito a obra, por mais miserável que ela seja. Não se deve pegar uma obra e compará-la completa e diretamente a outra, porque, por mais semelhantes que sejam, na comparação, você estará ignorando pontos comparáveis, para dar lugar ao que lhe interessa, ou então estará comparando pontos absurdamente incomparáveis, apenas porque lhe faltou assunto. E tudo isso, apenas para fazer jus ao seu texto crítico/comparativo.
Nada é comparável.
E isso, ao meu ver, é compreesível a partir de quando você compreende que nada é igual. Se nada é igual, como podemos comparar algo?
E tudo aqui se aplica igualmente a pessoas, que são igualmente imcomparáveis. Na verdade, as pessoas são o motivo inicial desse texto; elas é que costumam ser mais comparadas (ironicamente, comparadas por elas mesmas), e é por isso que resolvi vir até aqui escrever isso; até pelo simples fato de que a humanidade é a raça mais diversificada existente, sendo impossível encontrar dois seres humanos absolutamente iguais, sejam achados, sejam criados.
O que novamente me traz à questão de que nada é igual.
Mas tudo isso você já deve ter entendido (e se não entendeu, sugiro que não leia Arte dos Versos Gêmeos).
Arte dos Versos Gêmeos
segunda-feira, maio 22, 2006 § 1
Ele é
Ninguem mais
Como todos
Nada
Você é
Todos também
Como ninguém
Algo
Nós somos
Alguém mais
Como qualquer um
Foi jamais
Eu sou
Como ninguém mais
Todos também
Somos ninguém
Ninguem mais
Como todos
Nada
Você é
Todos também
Como ninguém
Algo
Nós somos
Alguém mais
Como qualquer um
Foi jamais
Eu sou
Como ninguém mais
Todos também
Somos ninguém
Filogicologias #
quarta-feira, maio 17, 2006 § 1
Biscoito
Fato:
Bis - Coito
coito sm. Cópula.
cópula sf. 1. União, ligação. 2. O ato sexual; coito.
bis interj. Outra vez.
Resultado:
Biscoito = Fazer sexo múltiplas vezes.
E isto tudo, somado aos vários formatos diferentes dos biscoitos, como as em forma de rosquinhas.
Conclusão:
As grandes empresas envolvidas com alimentos estão manipulando nossa mente, instigando nosso desejo de querer sempre mais, através do instinto natural do mamífero de se acasalar.
Solução:
Ir dormir, que já são 3 da manhã, e blog não é lugar pra isso.
Pra isso, inventaram as mesas de bar.
Fato:
Bis - Coito
coito sm. Cópula.
cópula sf. 1. União, ligação. 2. O ato sexual; coito.
bis interj. Outra vez.
Resultado:
Biscoito = Fazer sexo múltiplas vezes.
E isto tudo, somado aos vários formatos diferentes dos biscoitos, como as em forma de rosquinhas.
Conclusão:
As grandes empresas envolvidas com alimentos estão manipulando nossa mente, instigando nosso desejo de querer sempre mais, através do instinto natural do mamífero de se acasalar.
Solução:
Ir dormir, que já são 3 da manhã, e blog não é lugar pra isso.
Pra isso, inventaram as mesas de bar.
Abstrato
sábado, abril 29, 2006 § 0
De volta
Abaixo
Rápido
Sem pressa
Pensando
Longe
Daqui
Para lá
Quase nada
Porque tudo
Que era
Já foi
De quatro
Quadrado
Galopando
Só andando
De cima
Caindo
Pra baixo
Virado
De um lado
Redondo
Pro outro
Amassado
Tricotado
Costurado
Mofado
Rasgado
Inovado
De volta
Acima
Na sina
Maldita
Dentro
Do pêndulo
Redento
Rodopiando
Correndo
Se arrependendo
Do fim
Abaixo
Rápido
Sem pressa
Pensando
Longe
Daqui
Para lá
Quase nada
Porque tudo
Que era
Já foi
De quatro
Quadrado
Galopando
Só andando
De cima
Caindo
Pra baixo
Virado
De um lado
Redondo
Pro outro
Amassado
Tricotado
Costurado
Mofado
Rasgado
Inovado
De volta
Acima
Na sina
Maldita
Dentro
Do pêndulo
Redento
Rodopiando
Correndo
Se arrependendo
Do fim
Nota Educacional
quarta-feira, abril 26, 2006 § 0
Existem dois tipos de pessoas:
1) A que batalha na vida para conseguir seus sonhos, e mesmo que não consiga, vai entender que não é culpa dela, porque ela batalhou sim.
2) A que se adapta à sua situação, à condição que lhe foi implicada desde seu nascimento, e assim permanece pelo resto da vida, até que chega aos seus 40 anos, e reclama que a culpa é dos outros, e que ninguém será feliz na vida mesmo que lute por isso [porque ela não conseguiu].
As pessoas do segundo tipo, chegam aos 40 anos, com um ou dois filhos, trabalhando pro Governo, e dizem isso para adolescentes de 16 anos:
"Na vida, vocês não vão ter só o que vocês gostam. Vocês vão ter muito mais desgosto do que coisas boas.
Com um incentivo deste, quem precisa de psicólogo?
1) A que batalha na vida para conseguir seus sonhos, e mesmo que não consiga, vai entender que não é culpa dela, porque ela batalhou sim.
2) A que se adapta à sua situação, à condição que lhe foi implicada desde seu nascimento, e assim permanece pelo resto da vida, até que chega aos seus 40 anos, e reclama que a culpa é dos outros, e que ninguém será feliz na vida mesmo que lute por isso [porque ela não conseguiu].
As pessoas do segundo tipo, chegam aos 40 anos, com um ou dois filhos, trabalhando pro Governo, e dizem isso para adolescentes de 16 anos:
"Na vida, vocês não vão ter só o que vocês gostam. Vocês vão ter muito mais desgosto do que coisas boas.
Com um incentivo deste, quem precisa de psicólogo?
Nota Sexual
segunda-feira, abril 03, 2006 § 0
"Opção sexual: sexualidade escolhida por um sujeito, podendo ser heterossexual, homossexual, bissexual, e outras. => errado
O termo "opção sexual" foi criado por um hétero homofóbico, que julgava que uma pessoa só seria homossexual se quisesse, e esta concepção está visivelmente errada, tendo em vista que ninguém um dia acorda, olha pro teto, e diz, "hoje estou afim de ser gay".
O termo "opção sexual" foi criado por um hétero homofóbico, que julgava que uma pessoa só seria homossexual se quisesse, e esta concepção está visivelmente errada, tendo em vista que ninguém um dia acorda, olha pro teto, e diz, "hoje estou afim de ser gay".
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